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janeiro 22, 2009

História da Capa

U2.com conta a história da capa do novo album, e fala sobre a outra capa igual que um artista utilizou em 2006. «No Line ON The Horizon» é o nome da fotografia de Hiroshi Sugimoto:

Um mês e meio antes de "No Line On The Horizon" sair, com o primeiro single já a tocar nas rádios, houve um surpreendente numero de discussões online sobre... a capa do disco. Pensamos que poderíamos acrescentar algo mais.
A apa, normalmente desenhada pela Four5One em Dublin, contém uma vista marítima do artista e fotógrafo japonês Hiroshi Sugimoto, conhecido de Bono há vários anos. (Uma de suas obras encontra-se nos escritórios da banda).
Um dos poucos fotógrafos contemporâneos que continuam a trabalhar com técnicas tradicionais de fotografia, como o processo de gel de prata e o uso de exposições largas, o horizonte é o tema central da colecção «Seascapes» de Sugimoto. Ele viajou por todo o mundo para chegar a locais remotos e ter uma vista panorâmica do oceano, captando a luz e o ambiente e, dessa maneira, estes efeitos ficam à frente do horizonte, os quais se dividem sempre em dois quadros. O seu trabalho comoveu milhões e o U2 não foram os primeiros a ver a simetria entre o seu trabalho e o dele. Falamos com Shaughn McGrath da Four5One e perguntamos como foi que trabalharam com o desenho.

Quando foi a primeira vez que surgiu a idéia para a capa do disco?

A primeira coisa que nos veio à cabeça foi o título do álbum - No Line On The Horizon - isso veio desde o início. Bono disse-nos na última Primavera, mas naquele momento não falou muito mais do que isso.

Cinco palavras não são suficientes para continuar.

Eu estava inspirado nesse clima. Há algo sobre como todos nos esforçamos ao máximo para vero outro lado do mar - do horizonte - trazendo fortes lembranças e sentimentos de tempo e lugar. Também tem esse sentido de remover barreiras no título, enfatizando a pureza e a beleza e o estado natural... desejando retornar ao momento perfeito.

Bono disse-lhes mais alguma coisa para continuarem?

Falou-nos sobre um artista/fotógrago japonês que adora, Hiroshi Sugimoto, e em particular quiz que nos focassemos nas suas imagens marítimas. Isso foi realmente útil já que nos deu uma referência de algo próximo para pensar sobre a imagem do disco. Nessa etapa, quando um disco está longe do lançamento, a banda aos poucos conta-nos sobre as idéias em que estão a trabalhar, muitas delas podem mudar de acordo com o término da composição e gravação. Mas foi realmente proveitoso contarmos com as imagens marítimas de Sugimoto, desde então sentimos esta notável sinergia com o título do disco.

Decidiram trabalhar com uma imagem em particular, «Boden Sea, Uttwil», para a capa do álbum.

Sentimos que era uma imagem tão emotiva que havia uma coerência natural com os temas do álbum. E então colocamos esta linda, simples e delicada imagem de Sugimoto numa moldura branca.

Isso explica a sua abordagem para o contexto do disco? Nem sequer possui o título na capa.

É incomum, mas quando tivemos a nossa primeira entrevista com a banda para mostrar a nossa proposta da capa, mostramo-la e eles disseram «Sim». Eu acrescentei, «Sabem que não tem o título?» e apesar disso disseram «Sim». O facto, é que cada um deles na banda estão muito ligados visualmente, todos eles têm fortes noções de desenhos e penso que compreendem que há muitas formas de dar nome a um disco, não somente colocando na frente do álbum. É uma frase feita mas correcta - pode-se, às vezes, dizer muito mais com muito menos.

Qual é a história sobre o sínal de «igual»?

O sinal «igual» existe por sí só, não está anexado na imagem, mas está associada com ela, num diferente plano. Completa-se com o idioma visual do álbum. Qualquer que seja a cultura e a língua falada, este símbolo matemático universal é compreendido, e assim complementa com claridade a expressão da imagem. O que amamos no sinal de «igual» é a simplicidade, a pureza - como o título, «No Line On The Horizon».

Alguns dias depois do desenho do álbum ter sido revelado, houveram histórias online alegando que a imagem havia sido previamente usada como capa de outro disco.

Inteirei-me do disco e sua capa. Mas penso que fizemos algo diferente com a imagem de Sugimoto, algo ligado excepcionalmente com este último conjunto de obras dos U2. E agora estou contente por termos sido capazes de fazer algo com poucas pinceladas que disse muito, a resposta ao desenho de um álbum está ligada com o bem que as pessoas se liguem a ele. Para dar-lhe um exemplo, o primeiro disco em que trabalhei com os U2 foi «Achtung Baby» em 1991 - essa capa é amplamente admirada, mas provavelmente porque o álbum é grandioso. As pessoas adoram aquela capa porque adoram o disco. Estas coisas não existem por acaso. Está tudo relacionado com a música.

Já ouviu o disco finalizado, o que achou?

Estou surpreendido, e muito feliz pela banda. As suas habilidades para fazer músicas tão lindas, tão frescas, com sons interessantes nunca acabam, para espanto meu, é algo que faz ao rol do desenhista mais desafiante e excitante.

Publicado por U2Only às janeiro 22, 2009 03:22 PM

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